ANÁLISE ERGONÔMICA DO AMBIENTE DE TRABALHO EM INDÚSTRIAS DE VESTUÁRIO LOCALIZADAS NO ALTO DO MOURA

Andréa Martins de Lima Antão

Resumo


Este artigo apresenta uma avaliação ergonômica realizada em quatro confecções nas proximidades do Alto do Moura, com foco na avaliação do nível de iluminamento, ruído e padronização do mobiliário utilizado para realização da tarefa. O objetivo principal da pesquisa foi realizar uma análise qualitativa e quantitativa das condições de trabalho das confecções e constatar se essas
empresas obedecem ao que designa a lei e se há preocupação com a questão ergonômica, sabendo que ela engloba todas as dimensões que envolvem o trabalho e o trabalhador.Foram identificados fatores de riscos com relação à postura incorreta; repetitividade; os projeto das máquinas sem ajustes às necessidades laborais; não utilização de equipamentos de proteção, desorganização do setor de trabalho e níveis de iluminamento e ruído fora dos níveis requeridos pela legislação. Outro ponto de grande importância foi a constatação que menores de idade exercem a função de costureira, tornando-se vulneráveis aos riscos encontrados. A partir dos resultados da avaliação,
foram geradas recomendações que contribuirão para o estabelecimento de parâmetros e inclusão em um estudo mais amplo das condições ergonômicas do ambiente.


Texto completo:

PDF

Referências


ABRANTES, A. F. Atualidades em Ergonomia: Logística, Movimentação de Materiais, Engenharia Industrial, Escritórios. São Paulo: IMAM, 2004.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5413: Iluminância de interiores. Rio de Janeiro, 1992.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 17- Ergonomia.

ELLEGAST, R. P.; KRAFTA, K.; GROENESTEIJN, L. KRAUSE, F.; BERGER, H. and VINK, P. Comparison of four specific dynamic office chairs with a conventional office chair: Impact upon muscle activation, physical activity and posture. Applied Ergonomics. v. 43, n. 2, p. 296–307,

GOOSSENS, R. H. M.; NETTEN, M. P. e VAN DER DOELEN, B. An office chair to influence the sitting behavior of office workers. Work: A Journal of Prevention. Assessment and Rehabilitation. v. 41, n. 1. p. 2086-2088, 2012.

GROENESTEIJN, L.; VINK, P.; LOOZE, M. and KRAUSE, F. Effects of differences in office chair controls, seat and backrest angle design in relation to tasks. Applied Ergonomics. v. 40, n. 3,

p. 362–370, 2009.

IIDA, I. Ergonomia: projeto e produção. São Paulo : Edgard Blücher, 2005.

LI, G.; HALSLESGRAVE, C.; CORLETT, E. Factors affecting posture for machine sewing tasks: The need for changes in sewing machine design. Applied Ergonomics, v. 26, n. 1, p. 35- 46, 1995.

MALLETT, R. Human factors: Why aren’t they considered? Professional Safety, Jul, p. 30-32, 1995.

SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, RT. Administração da Produção. Tradução de Maria Teresa Corrêa de Oliveira, Fábio Alher. 2. Ed. São Paulo: Atlas, 2002.

TAVEIRA, F. A. Ergonomia participativa: uma abordagem efetiva em macroergonomia. Produção. v.3, n.2, p.87-95, nov./1993.

VOS, G. A.; CONGLETON, J. J.; MOORE, J. S.; AMENDOLA, A. A. and RINGER, L. Postural versus chair design impacts upon interface pressure. Applied Ergonomics. v. 37, n. 5, p. 619–628, 2006.

WISNER, A. Por dentro do trabalho. São Paulo: Oboré, 1987.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2014 Revista Caravana

IFPE - Instituto Federal de Pernambuco